Dia Nacional: Retrospetiva do desfile de 14 de julho de 2019

Este fim de semana realizou-se o famoso desfile do 14 de Julho. O desfile durou 2h. É o tempo necessário para que 4298 unidades a pé percorram 1,2 km da avenida dos Champs Élysées. Foram acompanhadas por 196 veículos, 270 cavaleiros da guarda republicana, assim como 67 aviões e 40 helicópteros.

   

Sumário:

    

  

O que representa este desfile militar?

  

O 14 de Julho tornou-se Dia de Festa Nacional em 1880. Não sabemos oficialmente se esta data foi escolhida em referência à tomada da Bastilha em 1789 ou antes em relação ao 14 de julho de 1790, data da Festa da Federação. 

Inicialmente, o desfile realizava-se no hipódromo de Longchamp. No final da Grande Guerra, o desfile começou a realizar-se nos Champs Élysées e a ter um lugar importante no coração dos franceses.

  

As novas tecnologias em destaque

  

Todos os anos o programa deste evento é previsto com muita antecedência, um tema é escolhido e será o fio condutor da cerimónia. Este ano, foi a inovação e a tecnologia que foram postas em destaque. As inovações militares mais avançadas foram apresentadas para destacar o exército francês de amanhã.

Tivemos a sorte de descobrir muitas tecnologias como o Flyboard de Francky Zapata, uma plataforma propulsionada por reatores a jato de ar que permitem a um homem voar até 190 km/h

Tivemos também a apresentação de vários drones e robots, por exemplo o robot bombeiro chamado Colossus que recentemente participou em extinguir o incêndio da catedral de Notre-Dame em Paris.

   

  

Uma cooperação europeia

  

Os 10 países da IEI (a Iniciativa Europeia de Intervenção) tiveram a honra de participar neste desfile. Entre eles, encontramos o 3º Regimento de Infantaria (Espanha), a Brigada Franco-Alemã, mas também unidades da Bélgica, da Dinamarca, da Estónia, da Finlândia, dos Países Baixos, de Portugal e do Reino Unido.

A IEI é uma cooperação entre vários países europeus criada em 2017 que tem como objetivo implementar uma cooperação em matéria de gestão de crise. Convidar todos os países membros da IEI é lógico uma vez que é uma proposta de Emmanuel Macron para criar uma força comum de intervenção.

  

Uma homenagem aos feridos

  

A animação final foi uma homenagem aos feridos do exército francês, assim como um apoio às pessoas que os acompanham da lesão à retoma de uma atividade desportiva como o Instituto Nacional dos Inválidos. A cerimónia terminou com A Marselhesa, com uma bandeira francesa estendida pelos jovens do Serviço Nacional Universal e do Serviço Cívico para demonstrar o empenho dos jovens junto dos feridos do exército.

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