Sumário:
Uma explosão caracteriza-se pela presença de um combustível misturado com um comburente, em proporções dadas, que na presença de uma fonte de calor ou ignição, vai consumir-se muito rapidamente.
Para não estar exposto a este tipo de reação, os bombeiros estão equipados com esta ferramenta indispensável à sua segurança durante as intervenções: o explosímetro ou detector multigás.

Este dispositivo mede a presença de gases explosivos ou vapores combustíveis no ar (como o gás natural, o butano, o propano, os hidrocarbonetos, os solventes ou os álcoois) antes que a mistura se torne explosiva. O risco de explosão é avaliado em função do LIE (Limite Inferior de Explosividade) e do LSE (Limite Superior de Explosividade). São limites além dos quais a concentração de gás no ar é suficientemente baixa ou elevada para não provocar reação.

A maioria dos aparelhos em serviço são explosímetros de oxidação catalítica. Dão uma medição da concentração de um gás inflamável entre 0 e 100% do LIE.
Os detectores multigás são calibrados num gás de referência, tendo limites de explosividade específicos para o mesmo. Para conhecer o valor de outro gás que não o de calibração, existem curvas de conversão.
É importante saber que cada modelo de detector dispõe das suas próprias curvas.
Tomemos o exemplo de um explosímetro calibrado com pentano.

Neste caso, quando se mede pentano e o aparelho indica 100%, estamos a 100% do LIE do Pentano. Para o mesmo tipo de explosímetro, quando se mede metano, se o aparelho indica 44%, o LIE do metano é de 22%. Para conhecer a parte do metano neste explosímetro calibrado com pentano, a fórmula é a seguinte: Valor indicado x 0,5.
Para utilizar um explosímetro, é necessário efetuar uma medição a zero em zona sã e não na presença de um gás inflamável. Esta etapa é crucial, pois pode depois originar valores negativos e uma subestimação do risco.
Além disso, outros fatores são suscetíveis de influenciar o funcionamento do explosímetro e levar a respostas erradas:
- A humidade ambiente
- As ondas eletromagnéticas
- As temperaturas elevadas ou muito baixas
- As substâncias siliconadas, com chumbo ou com enxofre

Finalmente, o explosímetro não deteta o risco explosivo ligado às poeiras, é mesmo o contrário, pois estas sujam o filtro do aparelho. Uma explosão de poeira pode ocorrer quando os cinco elementos do pentágono de explosão estão presentes (um oxidante, uma fonte de calor, um combustível, uma dispersão de poeiras, tudo num espaço fechado). A maioria das poeiras são de origem orgânica como os cereais, a farinha, a madeira, etc.
Durante uma explosão deste tipo, a primeira explosão ou explosão primária agita as poeiras de madeira combustíveis acumuladas nas superfícies circundantes. Quando estas poeiras se inflamam, trata-se de uma explosão secundária. Devido à maior quantidade de poeiras, a explosão secundária é frequentemente mais poderosa que a primária.
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